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CONHEÇA O TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS

Como acontece com muitas outras modalidades, o tênis também tem sua versão para PCD: o tênis em cadeira de rodas. Mais do que uma versão adaptada do tênis, estamos falando do esporte para PCD que mais cresce no mundo, sendo responsável por manter milhares de pessoas com deficiência ativas.

Mas o quanto você conhece sobre esta modalidade? Sabe quais são as regras, principais competições e melhores atletas? Neste texto, a Escola Guga fala sobre tudo isso! Vamos te contar a origem do tênis em cadeira de rodas, mostrar quem pode participar, explicar as regras e, por fim, apresentar os destaques do esporte no Brasil e no mundo.

Para conhecer um dos maiores esportes paralímpicos do mundo, é só continuar a leitura abaixo!

Origem do tênis em cadeira de rodas

Enquanto o tênis convencional, no formato que conhecemos hoje, surgiu em meados do século 19, o tênis em cadeira de rodas é muito mais recente. Ele foi idealizado em 1976 por Brad Parks e Jeff Minnenbraker, nos Estados Unidos.

Parks, originalmente atleta de esqui, sofreu uma lesão medular em uma competição e ficou paraplégico. Durante a terapia recreacional, começou a experimentar com a raquete e, a partir disso, surgiu a ideia de criar a nova modalidade.

O que começou com poucas ambições logo se tornou um esporte mundial; menos de 20 anos após a criação, ele passou a fazer parte dos jogos olímpicos. A estreia aconteceu em 1992, nos Jogos de Barcelona. O próprio Brad já afirmou em entrevista recente que o esporte evoluiu muito mais do que ele imaginava.

Quem pode participar?

Buscando abranger o maior número de atletas possível, o tênis em cadeira de rodas tem duas modalidades: open e quad. A diferença entre elas é a deficiência que o atleta tem, assim como uma particularidade em relação à cadeira utilizada em jogo; na modalidade quad, ela tem um motor.

Para participar do esporte, o atleta deve ter perda ou redução de mobilidade através do comprometimento de membros inferiores (seja em um deles ou nos dois). Na categoria open, qualquer deficiência em uma das pernas já permite a participação. Já no quad, é preciso ter deficiências em pelo menos três extremidades.

Quais são as regras?

As regras são praticamente as mesmas do tênis convencional, com somente algumas adaptações. A principal diferença reside no fato de que  a bola pode quicar duas vezes, sendo que o primeiro quique deve, obrigatoriamente, ser dentro da quadra e o segundo pode ser fora.

Fora isso — além, é claro, do uso das cadeiras de rodas —, todo o restante é igual. Há a mesma quantidade de sets, a quadra possui as mesmas medidas, a raquete e as bolas são as mesmas.

Outro ponto que deve ser citado aqui diz respeito às cadeiras. Naturalmente, elas não são as mesmas que as cadeiras de rodas convencionais utilizadas no cotidiano. Para facilitar o jogo, além de deixá-lo mais seguro, ela é adaptada. As rodas são mais curvadas, o peso é menor e pode haver faixas para prender o atleta, deixando-o mais seguro e confiante.

Destaques do tênis em cadeira de rodas no Brasil e no mundo

Agora que você já entende as principais particularidades do tênis em cadeira de rodas, é importante que conheça os maiores atletas da modalidade, tanto os brasileiros quanto outros ao redor do mundo.

Começamos falando da maior jogadora da história do tênis em cadeira de rodas: a holandesa Esther Vergeer. Atualmente aposentada, ela é a detentora dos números mais impressionantes do esporte, com 42 títulos de Grand Slams entre simples e duplas, 15 anos sendo a líder do ranking mundial e 10 anos de invencibilidade.

Quando falamos em atletas brasileiros, há dois que devemos destacar:

Natalia Mayara, que já participa das Paralimpíadas desde 2012. A atleta, conquistou, em 2015, duas medalhas de ouro no Parapan-Americano em Toronto, tanto no simples quanto em duplas;

Ymanitu Silva, um dos maiores atletas da categoria no país, o qual é apoiado pela Escola Guga. Many, como é carinhosamente conhecido, foi o primeiro atleta brasileiro a disputar o Grand Slam de Roland Garros na categoria cadeira de rodas. Neste ano, participará de sua segunda Paralimpíada. Na última edição, chegou até as quartas de final.

Em depoimento, o próprio Many disse que o fato de estar em uma cadeira de rodas não faz com que tudo termine. “A vida continua; depende só da gente voltar a se aceitar ou ficar parado pensando no passado”. Um exemplo de superação, ele mostra o tamanho da importância do esporte para PCDs.

O tênis em cadeira de rodas é uma modalidade inclusiva e emocionante, que motiva os atletas e traz muita alegria e orgulho para todos nós. Caso tenha gostado do texto e queira continuar recebendo conteúdo, além de acompanhar a campanha de nosso atleta Ymanitu Silva nos Jogos Paralímpicos, siga a Escola Guga no Facebook e no Instagram!

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